Pessoas multipotenciais

Oi, pessoal, tudo bem com vocês?
Andei meio sumida aqui, mas maio foi um mês corrido e me pegou num lapso de desorganização de tempo. Mas vamos consertar isso, certo?

Hoje venho falar de um assunto que me chamou atenção há uns quinze dias, enquanto lia um e-mail das Irmãs Alcântara, do curso do Efeito Orna que estou fazendo. Elas falavam exatamente sobre mulheres multipotenciais.

E resolvi falar um pouco sobre esse assunto: pessoas multipotenciais.

Screen-Shot-2017-03-30-at-12.35.51

Pessoas multipotenciais são aquelas que tem necessidade de aprender coisas novas e são regidos por um espírito curioso. São pessoas que não querem apenas saber bem uma só coisa, mas sim são ávidas por explorar nos mais diversos campos do conhecimento. Como elas mesmas dizem no e-mail ser multiprofissional “é ter habilidade em juntar vários interesses de uma maneira criativa e transformá-los, torná-los novos trabalhos, novas ideias, novos empreendimentos e aprender novas habilidades de forma rápida“.

Essa definição também me lembrou o Bruno Rodrigues do Marketing para Psicólogos, quando ele diz em seus cursos que você não precisa fazer dinheiro na psicologia somente na clínica, e questiona: “onde mais você pode atuar na sua área“? Isso é ser multipotencial.

Pessoas multipotenciais mesclam habilidades e aptidões diversas e são bons em todas elas. Mas isso não quer dizer que não possam focar em apenas uma atividade quando queiram. Outro ponto importante sobre as pessoas multipotenciais é que em sua maioria elas são empreendedoras, e ousam no que acreditam. Os multipotenciais são além de tudo pessoas capazes de se adaptar rapidamente às mudanças que ocorrem ao seu redor, tendo um alto poder de resiliência e pensamento estratégico rápido.

E ser multipotencial é como já diz seu nome, ter, desenvolver e desempenhar múltiplos papeis com seus potenciais. O multipotencial com certeza irá desempenhar diversos papeis e criar outros tantos. E todos muito bem feitos. As combinações de potenciais, experiências e interesses são infinitas e geram muita diversidade.

Tem um vídeo da Emilie Wapnick onde ela explica os multipotentialite como ela chama os multipotenciais que vale a pena ver. Basta clicar no nesse link (o vídeo está em inglês). E ainda sobre a Emilie, ela destaca três características fortes dos multipotenciais: 1) Síntese de ideias (combinar talentos e criar algo novo a partir daí); 2) Aprendizagem rápida e 3) Adaptabilidade.

Me considero uma pessoa multipotencial (e também por isso o texto do e-mail me chamou atenção). Sou psicóloga clínica, orientadora profissional, publicitária, gestora em comunicação corporativa (por formação e ocupação), mas também supervisora clínica, palestrante, empreendedora (já rolou o EmpreendePSI vem aí em Julho o Dialogus), social media, faço resenha de livros e filmes, e por aí vai. E antigamente esse fato de ser muita coisa junta não era bem visto por todos e confesso que me incomodava, mas sempre fez sentido para mim, pois eu pensava: “porque preciso ser apenas uma boa coisa, se posso ser tantas?” E isso também me motivou.

E isso vem desde a Renascença. Algum nome de pessoa multipotencial vem em mente? Pintor? Roteirista? Cientista? Romancista? Ator? Escritor? Arquiteto? Engenheiro? Anatomista? Lembrou de alguém assim? SIM! Leonardo Da Vinci foi um mutipotencial de destaque,  mas até ele sofreu consequências negativas por ser assim em sua época.

Li também um texto da Renata Lapetina, “13 sinais que você é multipotencial” e achei bem bacana, e você também pode ler aqui! Além disso, a Renata tem uma página no Facebook sobre o assunto e um site, o Multipotenciais do Brasil! Já estou por lá aprendendo muito!

E você? Se identifica com as pessoas multipotenciais? Achou o texto interessante? Me conta nos comentários, ou me manda um e-mail ticiana27.11@gmail.com

Um abraço e até o próximo texto,

Ticiana.

Dica: Jogo do Eu

Bom dia pessoal!

Hoje venho aqui dar uma dica para a prática clínica: o Jogo do Eu!

o-jogo-do-eu-r-d-silva-8563536788_600x600-PU6ea5b58e_1

Esse é na verdade um livro de autoconhecimento que R D Silva transformou em jogo e eu particularmente gosto, e uso bastante.
O Jogo é um livro com páginas soltas e com isso permitem quem está lendo (ou jogando) a de fato interagir com seus textos de forma prática e bem direta.

A dinâmica dele é simples, e você pode utilizar o Jogo do eu tanto nas sessões, quanto como atividade entre encontros, uma espécie de plano de ação, como chamamos na terapia cognitivo comportamental. Após embaralhar as cartas, a pessoa escolhe aleatoriamente cinco cartas e as lê, devendo escolher apenas uma para praticar e devolvendo as demais para o monte. E isso é bacana, pois o propósito do jogo é que você tenha a oportunidade de interagir com todas as cartas.

O Jogo do Eu é uma experiência que você leva para a sua vida cotidiana, proporcionando vivências de autoconhecimento onde seu objetivo é vencer as suas próprias barreiras.

Utilizo o Jogo do Eu com muita frequência na clínica e tenho um bom feedback dos pacientes. E uma coisa que acredito ser interessante, o Jogo do Eu não se restringe somente a TCC, podendo ser utilizado nas diversas abordagens da Psicologia.

Olha ele aí marcando sempre presença!!!!

hello hi ola

A leitura do Jogo do Eu é na verdade uma jornada! Arrisque-se e viva mais autoconscientemente!

 

Ótima semana e até o próximo texto!

Um abraço,
Ticiana

 

A coragem de ser você

coragem2web

Oi, pessoal, o texto dessa semana do blog vai ser um pouco diferente, pois trago uma reflexão, mais do que dados concretos.

A ideia me surgiu do cotidiano mesmo, talvez por estar lendo “A coragem de ser imperfeito” de Brené Brown (inclusive o título vem daí), ou também por estar vendo, principalmente nas redes sociais, movimentos de “aceite-se” cada vez mais importantes.

Pessoas como a Rayza Nicácio (@rayzanicacio), a Mirian Bottan (@mbottan), a Carolinie Figueiredo (@carolinie_figueiredo), a Samara Felippo (@sfelippo), a marca aqui de Salvador Quero Bloom (@querobloom), a Iasmine Fernandes do #vamoscachearomundo (@vamoscachearomundo) para citar algumas pessoas que estão fazendo exatamente isso, tendo coragem de serem elas mesmas. Seja assumindo os cachos, o corpo, as ideologias, a rédea da vida, as imperfeições, elas estão se assumindo, e é muito bonito de ser ver.

E por conta de tudo isso, eu te pergunto: você tem coragem de ser você mesmo? De assumir o que você gosta? De assumir as suas decisões? De assumir que você é um ser imperfeito, e está tudo bem. Aliás, a sociedade dita “perfeições”, padrões que nós aprendemos que devemos cumprir, mas tenho percebido que esses padrões estão sendo quebrados. Afinal, a vida é mutável, na época renascentista “as gordinhas” eram o padrão de beleza, nos anos 80 as ombreiras reinavam, no passado alisar o cabelo era ser bonita. E isso está mudando. Por que você também não muda o seu jeito de se olhar?

Porém é importante dizer que se aceitar não é sinônimo de não se cuidar. Às vezes as pessoas tem a falsa ideia de que quando a pessoa se aceita ela “não tem mais trabalho”, se ela assume os cachos, ela não tem mais que ir no salão; se ela assume “as gordurinhas” para que fazer exercício? Não. Não. Não. Se cuidar é necessário até nas suas imperfeições. Exercite-se , cuide-se, ame-se. Mas como você é. E evolua sempre. Busque sempre o seu melhor, e não o melhor para o outro. Assumir quem você é, é fazer de você a pessoa mais importante do seu mundo! Afinal, não é a toa (nem maldade!) que quando as máscaras de oxigênio caem num voo, você deve colocar primeiro a sua, pois como você irá cuidar e ajudar os outros se não estiver bem?

Viva com ousadia!! E aqui trago o inicio do livro de Brené Brown, quando ela diz que viver com ousadia é se entregar por completo, é ser vulnerável, e saber que essa vulnerabilidade  é compreender que o ser humano precisa de vitórias e derrotas. Precisamos ter coragem de viver, de entrar na “arena da vida” sendo nós mesmos. Ser perfeito não existe na realidade, e é um padrão que ninguém nunca vai alcançar. Viver com ousadia é ter coragem de ser você, tomar as rédeas da sua vida e partir para o sua viagem, que é só sua. Tome coragem. Viva!

21-p1-coragem.jpg

Obrigada por ler até aqui e até o próximo texto!

Ticiana.

Dica de livro: Como falhar na relação? Os 50 erros que os terapeutas mais cometem.

Hoje vamos falar de um livro bem bacana que li há pouco tempo.

58076_como-falhar-na-relacao-os-50-erros-que-os-terapeutas-mais-cometem-36325_m6_636125710808602000

Como falhar na relação? Os 50 erros que os terapeutas mais cometem, do Bernard Schwartz e John V. Flowers, é um livro bem interessante de ser lido por psicólogos e terapeutas, principalmente para aqueles que estão no início da vida clínica.

No livro, os autores trazem como objetivo falar sobre esses tais erros mais comuns de forma detalhada e confiável. Eles abordam também a temática de que na graduação somos sempre ensinados com base na teoria, porém as questões mais práticas e que envolvem “jogo de cintura” e criatividade nem ao menos são abordadas.

Falta a noção prática de como falar de fato com o seu cliente! Perguntas básicas tais como “o que devo dizer no início?” ou “como quebrar o gelo?” são algumas das quais os autores pretendem abordar na obra, e sempre de forma agradável, de fácil leitura  e de forma bem prática, baseados nas suas próprias experiências clínicas, como também nas suas vivências no acompanhamento de jovens terapeutas e colegas. Eles fizeram uma compilação desses erros e trazem em forma de aprendizado.

O livro aborda erros desde antes de se iniciar a terapia, aqueles que dizem respeito às expectativas do cliente, quanto dos próprios terapeutas; erros de avaliações incompletas; erros baseados no fato de ignorar a ciência (porque sim, não podemos esquecer, a psicologia é uma ciência!); erros que levam a não colaboração do cliente; aborda também erros que fazem qualquer relação terapeuta – paciente ser destruída; erros no estabelecimento de limites; dentre alguns outros. O ponto chave do livro? O fato de que os autores nos presenteiam como uma sessão “como evitar o erro” ao final de cada um dos 50 que são listados.

Esse livro me fez pensar no meu início na clínica, quando eu também tive as minhas dúvidas, e parti do zero, pois naquele momento não contava com nenhum livro como esse, nem com algum tipo de supervisão, tendo como modelo aulas de campo (bem raras, vamos admitir) da época da faculdade.

O maior segredo para não errar, talvez seja, ser você mesmo, sem máscaras ou interpretação de papeis. No entanto, tenha sempre atenção aos seus sentimentos, e leve seu cérebro junto. Saber todas as teorias não é garantia de sucesso!

Gostou desse texto? Deixa seu comentário se você quer mais indicações de livros por aqui!

Até a próxima!

 

Ticiana

 

Dica de livro: “As 10 bobagens mais comuns que as pessoas inteligentes cometem…”

Olá, pessoal!

Hoje vamos falar sobre um livro bem bacana que tenho lido: “As 10 bobagens mais comuns que as pessoas inteligentes cometem e técnicas eficazes para evitá-las” do Dr. Arthur Freeman e Rosa DeWolf.

DSC_3955_baixa-570x700

O livro é sensacional, e de fácil leitura (e não é restrito a psicólogos!). A começar pelo título que foi a primeira coisa que me chamou atenção. E a ideia do livro é bem direta: as pessoas inteligentes – aquelas que são bem sucedidas e estão indo bem na vida – às vezes se deixam abalar por problemas, muitas vezes, desnecessários. São erros tolos, e que muitas vezes não conseguimos nem explicar o porque cometemos, mas eles estão ali, para dá aquela sacudida de realidade na nossa rotina.

Mas que erros seriam esses? São as famosas “mancadas”, “bolas foras”, aquele branco na hora de apresentar um trabalho, ou aquela frase que foi dita em um tom errado, a insegurança que às vezes surge do nada ou até mesmo o ataque de fúria que nem sempre pode ser atribuído (no caso de mulheres) à famosa TPM. Aqueles momentos que a inteligência emocional fala mais alto do que a inteligência racional.

O livro trás o prefácio escrito pelo Aaron Beck – “pai” da teoria cognitivo comportamental, e logo na introdução nos chama para reconhecermos quais são essas dez bobagens do título, falando sobre emoções, ações, e nos brinda com um teste para descobrir quais são as bobagens que cada um de nós faz. E aqui é a grande sacada do livro: você deve ser verdadeiro consigo mesmo para que o seu resultado seja real e que a leitura possa ser proveitosa. Teste feito, os autores indicam quais capítulos devem ser lidos com mais atenção, pois nele estará a tal bobagem que você descobriu que faz, e como evitá-la.

Para os curiosos – ou profissionais/ estudantes de psicologia – recomendo a leitura do livro todo, pois para nós profissionais, ele é um ótimo aliado na clínica.

A obra é da Editora Guarda-Chuva e tem 293 páginas.

Recomendo realmente esse livro! O único porém, é que ele não é tão fácil de achar, mas vou deixar aqui o contato da editora e da BoookPsi – distribuidora na qual eu comprei o meu.

Editora Guarda-Chuva –  editoraguardachuva.com.br/ @editoraguardachuva
BookPsi – www.bookpsi.com.br/  @bookpsi

Ficou com alguma dúvida deixa um comentário ou manda um e-mail ticiana27.11@gmail.com

Até o próximo post.

Ticiana Araújo Carnaúba
(Psicóloga clínica e orientadora profissional)

PERGUNTAS X RESPOSTAS: “Como é feita a psicoterapia?”

Bom dia, pessoal, hoje dou início a uma série de postagens que tem como finalidade ser um informativo rápido sobre  dúvidas que mais recebo nas redes sociais.

Essa série terá como nome: Perguntas x respostas.

PERGUNTAS X RESPOSTAS.jpg

Como participar: basta enviar a sua dúvida para o e-mail ticiana27.11@gmail.com ou pelo direct lá no Instagram (@psicologaticianacarnauba) e as mais relevantes (ou frequentes) serão postadas aqui no blog.

Nessa primeira “Perguntas x respostas” temos:

P:Como é feita a Psicoterapia“? (enviada por A.N de Salvador/ Bahia)

R: O processo de psicoterapia que realizo consiste em encontros semanais, com duração de cinquenta minutos cada. Por que essa periodicidade? Porque a terapia é um processo, e assim sendo, deve haver uma constância. A psicoterapia não possui um tempo limite. Não existe prever quando a psicoterapia irá ser concluída, pois ela é uma busca por algo maior, por um autoconhecimento. A psicoterapia, independente da linha teórica utilizada pelo profissional, tem como objetivo auxiliar o cliente/paciente em alguma dificuldade momentânea, ou algo já duradouro, ou até mesmo, em conhecer a si mesmo.

Buscar ajuda na terapia não é sinal de fraqueza e sim de coragem de mudar algo que não está lhe sendo benéfico.

Faça terapia. Busque ajuda.

Tem mais dúvidas sobre esse processo ou quer agendar uma sessão de avaliação, entre em contato (71) 9 9280 0204.

Ticiana Araújo Carnaúba

(psicóloga clínica e orientadora profissional CRP 03 11253)

Você sabe o que é Psicoterapia?

Começo hoje aqui a falar sobre os serviços com os quais eu trabalho na Psicologia.

O primeiro post será sobre o “mais comum”: a Psicoterapia em si. E quando digo que é o mais comum, falo pelo fato de que quando as pessoas pensam em “psicólogo(a)” eles associam logo à clínica e à terapia. Mas será que você sabe realmente como é feito o processo da terapia?

psicoterapia-blog

Falarei aqui, da terapia Cognitivo-comportamental, visto que, é a abordagem que eu trabalho, mas existem muitas outras formas de “fazer psicologia”.

A psicoterapia cognitivo-comportamental tem como “pai” o Aaron Beck, que “concebeu uma psicoterapia estruturada, de curta duração, voltada para o presente, direcionada para solução de problemas atuais e a modificação de pensamentos e comportamentos disfuncionais” (BECK, 2011, p. 22). E essa ideia surgiu para o tratamento da depressão, porém hoje em dia a TCC (como ela é conhecida) é eficaz para praticamente todos os tipos de situações nas quais a pessoa precise de ajuda.

As sessões de TCC são estruturadas, para que sejam ainda mais produtivas. Elas constam de início, meio e fim, onde o cliente sempre dá o seu feedback da sessão, para que o processo possa sempre estar de acordo com as suas necessidades.

A psicoterapia consiste em encontros semanais, com duração média de cinquenta minutos, onde o cliente é personagem ativo. A escuta é feita, mas também fazemos uso de atividades práticas, sejam na sessão, como aquelas que chamamos de “planos de ação”, onde o cliente entre sessões faz algo que esteja em relação ao que vem sendo trabalho em terapia. É uma abordagem didática e ativa, onde faz-se uso de técnicas, leituras e discussões. Nas sessões, o cliente tem o seu espaço neutro, sem julgamentos, ficando livre para trazer o que tem lhe causado algum tipo de prejuízo psicológico. Lembrando sempre do sigilo absoluto por parte do terapeuta.

Alguns ainda apresentam resistência com a TCC, pois dizem que ela é “superficial”, “não trabalha o passado”, “parece escola com deveres de casa”, mas todas essas afirmações não são verdadeiras, pois não há superficialidade na TCC, trabalhamos sim o passado (embora ele não seja nosso foco), e as atividades são essenciais para que o cliente seja empoderado, afinal, a maior proposta da TCC é que o cliente, com o tempo necessário, se torne o seu próprio terapeuta.

Faça terapia. Ela pode ajudar.

Ficou com alguma dúvida sobre o processo? Entre em contato pelo e-mail ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)